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Quer plantar uma árvore? Veja quais espécies podem (ou não) ser plantadas na capital mais arborizada do Brasil
15/06/2026
(Foto: Reprodução) Ipê-branco floresce em Campo Grande
Marcus Vinnicius/TV Morena
Campo Grande é reconhecida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como a capital mais arborizada do Brasil. Para manter esse cenário e evitar problemas como danos às calçadas e à rede elétrica, a prefeitura disponibiliza o Guia de Identificação de Árvores e o Manual de Arborização Urbana.
Os documentos orientam moradores sobre quais espécies podem ser plantadas em diferentes espaços da cidade e quais devem ser evitadas. Também trazem informações sobre árvores proibidas por lei e cuidados necessários durante o plantio.
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🌱 Quais árvores são recomendadas?
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Segundo os documentos, as espécies mais indicadas são aquelas compatíveis com o ambiente urbano e que não causam prejuízos à infraestrutura. Além de oferecer sombra, elas ajudam a preservar a biodiversidade e contribuem para o equilíbrio ambiental.
Entre as espécies recomendadas estão:
Ipê-amarelo (Handroanthus chrysotrichus)
Ipê-rosa (Handroanthus heptaphyllus)
Ipê-roxo (Handroanthus impetiginosus)
Jacarandá (Jacaranda cuspidifolia)
Sibipiruna (Cenostigma pluviosum)
Chuva-de-ouro (Cassia fistula)
Quaresmeira (Pleroma granulosum)
📍Veja quais espécies são indicadas para cada local
✅ Calçadas
Em calçadas, o ideal é plantar árvores de pequeno ou médio porte, com raízes que não prejudiquem o pavimento. O uso de palmeiras não é recomendado por causa da dificuldade de manejo.
Pequeno porte: Pata-de-vaca, Ipê-amarelo-cascudo, Casca-branca, Aroeira
Médio porte: Jacarandá, Cagaita, Pau-terra, Lixeira, Sucupira-branca
❗ Em calçadas com menos de dois metros de largura, o plantio de árvores não é recomendado. Nesses casos, a orientação é priorizar áreas abertas.
✅ Praças e parques
Locais com mais espaço permitem o plantio de árvores maiores e com copas amplas.
Jatobá-do-cerrado, Vinhático, Açoita-cavalo, Canafístula, Guabirobeira, Peroba-rosa, Carandá
✅Canteiros centrais
Nesses locais, a recomendação é utilizar árvores com crescimento mais vertical, para não prejudicar a visibilidade de pedestres e motoristas.
Sibipiruna, Ipê-branco, Jacarandá, Chuva-de-ouro
🚫 Árvores que devem ser evitadas
Algumas espécies podem causar problemas em áreas urbanas, como danos a calçadas e tubulações, atração de insetos, frutos grandes, raízes invasivas, risco de queda ou potencial tóxico.
Veja quais não são recomendadas:
Mangueira (Mangifera indica)
Seriguela (Spondias purpurea)
Chorão (Schinus molle)
Figueirinha (Ficus benjamina)
Paineira (Ceiba speciosa)
Munguba (Pachira aquatica)
Nim (Azadirachta indica)
Cinamomo (Melia azedarach)
Amoreira (Morus nigra)
Goiabeira (Psidium guajava)
Jasmim-manga (Plumeria rubra)
Chapéu-de-Napoleão (Cascabela thevetia)
Alfeneiro (Ligustrum lucidum)
Cítricos, como limão e laranja (Citrus spp.)
Palmeiras, como bocaiúva, jerivá, palmeira-fênix e palmeira-imperial
Segundo o manual, essas espécies exigem mais manutenção e podem causar impactos à estrutura urbana e ao meio ambiente.
🚷 Espécies proibidas por lei
Duas espécies não podem ser plantadas em Campo Grande, após serem proibidas em lei municipal:
Murta (Murraya paniculata): hospeda o inseto transmissor do greening, doença que afeta plantações de citros.
Leucena (Leucaena leucocephala): espécie invasora que ameaça a vegetação nativa.
🛠️ Cuidados na hora do plantio
O Manual de Arborização Urbana também traz orientações para garantir o desenvolvimento saudável das mudas:
Manter o colo da muda visível e sem terra acumulada;
Regar com cerca de quatro litros de água por dia até o pegamento;
Evitar muretas e manilhas ao redor do tronco;
Utilizar tutores firmes, sem apertar o caule.
Esses cuidados ajudam no crescimento da árvore e contribuem para a segurança dos espaços públicos.
Para conferir o guia completo acesse aqui, e para conferir o manual completo acesse aqui.
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